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Koko Taylor, a rainha do blues
Por Edson Travassos • Foto Edgard Radesca

Clique Para ampliar! Em quase cinquenta anos de carreira, ela ganhou praticamente todos os prêmios do gênero, incluindo 29 Blues Music Awards – mais do que qualquer outro artista. Em 1984, recebeu também um Grammy pela participação na coletânea “Blues Explosion”.

Em 93, foi homenageada pela prefeitura de Chicago com o prêmio Lenda do Ano, sendo instituído oficialmente na cidade o Dia da Koko Taylor. Como o jornal The Boston Globe uma vez afirmou, “existem vários reis do blues, mas apenas uma rainha”, referindo-se a ela e os vários artistas de sobrenome King (Albert, B.B., Freddie etc.)

Nascida em uma família muito pobre, em uma fazenda em Shelby County, nos arredores de Memphis, Cora Walton ganhou desde cedo o apelido de Koko, devido à sua paixão por chocolate. Órfã desde onze anos de idade, ela desenvolveu, junto com seus cinco irmãos, um grande amor pela música, especialmente pelo gospel, que ouviam na igreja, e pelo blues, que ouviam no rádio.

Apesar de ter sido encorajada pelo pai a cantar apenas gospel, Koko e seus irmãos tocavam o blues com instrumentos improvisados por eles. E foi com dois de seus irmãos acompanhando-a que ela iniciou a carreira. Bessie Smith e Memphis Minnie foram duas influências especiais neste período.

Em 52, acompanhada do futuro marido, Robert Pops Taylor, Koko mudou-se para Chicago em busca de trabalho, segundo ela, “com apenas trinta e cinco centavos no bolso e uma caixa de bolachas”. Lá chegando, Koko passou a trabalhar como faxineira em residências.

À noite, ia com Pops aos clubes de blues, onde eles viam Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter e outros. Logo estavam convivendo com essas lendas, e Koko já fazia algumas participações cantando.

Um dia ela foi vista pelo baixista e compositor Willie Dixon, que, impressionado com a voz rasgada e rouca e sua forma apaixonada de cantar, levou-a para gravar pela USA Records e posteriormente a Chess, a mais famosa gravadora de blues da história.

Em 66 Koko finalmente se estabeleceu como uma das maiores cantoras de blues, com o single “Wang dang doodle”, composição de Dixon já gravada cinco anos antes por Howlin’ Wolf (e que o cantor, por sinal, detestava). Esse single, que tinha um iniciante Buddy Guy na guitarra, foi o quarto lugar na lista de rhythm & blues de 66 e vendeu um milhão de cópias.

Após o primeiro sucesso, Koko regravou outras músicas de Willie Dixon como “I got what it takes” e “Evil”. Dixon produziu vários singles e dois álbuns dela (o primeiro, “Koko Taylor”, é comercializado em CD pela Universal).

A cantora realizou longas turnês no final da década de 60 e no início da de 70, com as quais conquistou cada vez mais notoriedade. Em 75 ela assinou com a gravadora Alligator, pela qual gravou nove discos, oito deles indicados ao Grammy, inclusive “The Earthshaker”, que tem sucessos como “I’m a woman” e “Hey bartender”.

Koko influenciou importantes nomes como Bonnie Raitt e Janis Joplin; gravou dezenas de discos; participou de dois filmes (“Blues Brothers 2000” e “Coração Selvagem”, de David Lynch), e se consagrou como a primeira e única rainha do blues.

Durante décadas, ela chegou a fazer duzentos shows por ano. Mas, em outubro de 2003, quando sofreu um ataque cadíaco e ficou 28 dias em coma, todos temiam por sua vida. Quando saiu do hospital, após quatro meses, teve de reaprender a caminhar, e só voltou à ativa no ano seguinte.

Sua última apresentação foi em 07 de maio de 2009, na cerimônia de entrega dos Blues Music Awards. No mesmo mês, dia 19, foi internada com complicações gastrointestinais. Morreu em 03 de junho, aos oitenta anos de idade.

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Publicado em 22/09/09
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