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John Lee Hooker e o boogie elétrico
Por Helton Ribeiro

Clique Para ampliar! Com mais de 100 álbuns gravados em 50 anos de carreira (e 84 de vida), John Lee Hooker poderia ter entrado para o Guiness Book – Livro dos Recordes. Qualquer outro teria se aposentado, mas ele continuou até o fim da vida hipnotizando gerações seguidas de admiradores com seu endiabrado boogie woogie.

Hooker foi o único mestre que acompanhou e assimilou todas as fases da evolução do blues, desde as rústicas apresentações em botecos no sul rural, passando pela eletricidade dos anos 40 e 50 e o revival de 60, até a fusão com o pop e o rock típica da atualidade. No caminho, fez todo tipo de experimentações, incorporando outros ritmos como o mambo e o funk.

Sua história, como a de tantos outros, começou em uma fazenda de algodão e milho. Como não queria seguir a dura rotina dos pais, aprendeu a tocar violão com o padrasto. Para marcar o ritmo, batia em uma tábua sob o pé e, mais tarde, aprendeu a amplificar o som colocando um microfone dentro do violão.

Com 17 anos deixou o campo e se aventurou por Memphis, uma das capitais do blues, onde ganhou seus primeiros trocados como músico. Acabou em Detroit, onde trabalhou como faxineiro e porteiro para se sustentar.

Sua primeira gravação foi em 48, e tornou-se de cara um marco em sua carreira. “Boogie chillen” definiu o som que o caracterizaria – a transposição do boogie woogie do piano para a guitarra, resultando daí um balanço repetitivo e potente. O disco vendeu mais de um milhão de cópias e abriu caminho para outros grandes sucessos – “Hobo blues”, “Crawlin’ king snake” e “I’m in the mood” foram alguns.

Em 55 ele chegou à meca – Chicago – onde gravou outros números imortais: “Dimples”, “Boom boom”, “House rent blues” etc. Nessa época, para driblar a exclusividade que as gravadoras exigiam, fazia contratos com várias ao mesmo tempo, sob diferentes e, às vezes, engraçados pseudônimos – John Lee Booker, John Lee Cooker, Delta John, Texas Slim.

Com a revalorização do blues nos anos 60, fez o caminho inverso da maioria dos mestres, trocando a guitarra elétrica pela acústica. É que os novos adeptos, brancos intelectualizados, faziam questão de ouvir o autêntico som de raízes, e ele mostrava assim que o carregava na alma.

Depois de influenciar os britânicos, seu guitar boogie fez a cabeça de grupos brancos americanos como o Canned Heat e o ZZ Top. Após um período no ostracismo a partir do final dos anos 70, voltou a gravar em 86, com “Jealous”.

Aí, foi novamente redescoberto e passou a receber uma procissão de discípulos nos discos-tributo “The Healer”, “Lucky Man”, “Bom Boom” e “Chill Out”. Bonnie Raitt, Los Lobos, Charlie Musselwhite, Buddy Guy e Robert Cray foram alguns astros de variadas tendências que participaram das gravações.

Os brasileiros tiveram a oportunidade de vê-lo em 89, em plena forma, no Free Jazz Festival. Em seus últimos anos, ele curtiu a merecida vida de milionário, tocando e gravando esporadicamente, até morrer de velhice.

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Publicado em 21/09/09

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