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  Ari Borger Quartet - "AB4"

 

 (ST2)

Por Helton RIbeiro

    

 

   

     Como se não bastasse ser um dos melhores organistas e pianistas de sua geração (jovem, mas já veterana), o paulista Ari Borger ainda reuniu no mesmo CD Nuno Mindelis, Flávio Guimarães, Igor Prado, Celso Salim e outros. A revista Bravo definiu bem o resultado: soberbo. Embora todo esse time seja conhecido por tocar blues, o CD é mais de jazz, com o groove do jazz funk e do acid. Ari desdobra-se entre o Hammond, os pianos acústico e elétrico e o clavinet. Suas influências estão expressas por standards de Horace Silver (Señor blues), Thelonious Monk (Blue monk) e Herbie Hancock (Blind man), além de composições próprias como Tributo a Oscar Peterson e Nem vem, Miles. O balanço irresistível de Na pressão (também de Ari) remete ao funk de New Orleans, onde ele morou e aprendeu todas as manhas. Mas não falta um tempero brasileiro, seja na regravação de No caminho do bem (Tim Maia); na citação de Nem vem que não tem (de Carlos Imperial) em Nem vem, Miles, ou na cuíca que faz contraponto em Blind man. Os gringos vão pedir a receita.

 

 

 

 

 

 

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