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  Beale Street "Vibratto"

 (Blues Time)  

Por Helton Ribeiro

  

Sabe aquele som que dá vontade de ficar se sacudindo e tocando uma guitarra imaginária? O blues-rock do Beale Street é assim, contagiante e de bem com a vida. O segundo CD do power trio carioca não tem rocks como Escorpiões, do primeiro disco, mas traz boas surpresas como o final de Born under a bad sign, em que Albert King cai no samba (os mais tradicionalistas não precisam arrancar os cabelos, pois a batucada dura apenas alguns segundos). Os vibratos proliferam também em clássicos como Rock me baby e Help me. O guitarrista Ivan Mariz, que merece ser incluído entre os melhores do Rio, duela com o convidado Big Joe Manfra em Distorção, e dá-se ao luxo de ter a gaita de Peter Madcat apenas emoldurando seus solos em Campos de algodão (já em Bright lights, big city, Madcat vai à forra, solando e cantando). Otávio Rocha (Blues Etílicos) e Jefferson Gonçalves são outros convidados ilustres do trio formado por César Lago (baixo), Alexandre Baca (bateria) e Ivan.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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