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 Branford Marsalis - "Braggtown"

 (Universal)  

Por Helton Ribeiro

  

Nem sempre é válida a máxima de que o jazz é como o vinho – quanto mais maduro, melhor. Mas, no caso do primogênito dos Marsalis, não poderia haver comparação mais adequada. Famoso desde os anos 80, ele parece agora ter chegado ao ápice criativo. Depois de um CD muito bom mas demasiadamente reflexivo (Eternal), Braggtown atinge o equilíbrio. Muito disso deve-se à bateria nervosa e expansiva de Jeff Tain Watts, que impulsiona os números mais vigorosos, como Jake baker e Blakzilla. Como contraponto, a famosa peça clássica O solitude, de Henry Purcell, recebe um approach de Branford que lembra o de Miles Davis para o Concerto de Aranjuez: solene, mas sem perder o caráter jazzístico. O quarteto, completado por Joey Calderazzo (piano) e Eric Revis (contrabaixo) também amadureceu, ganhando sólido entrosamento depois de alguns anos. Quanto ao saxofonista, sua prodigiosa técnica lhe permite dobrar notas ao tenor, como se fossem dois músicos tocando ao mesmo tempo (Blakzilla). E, do soprano, ele extrai um timbre muito bonito e aveludado, próximo ao do clarinete (Hope). Deguste como um bom vinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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