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  Lester Young (With the Oscar Peterson Trio), Miles Davis (Prestige Profiles e Plays for lovers), Sarah Vaughan (Sarah Vaughan), Count Basie (April in Paris), Dizzy Gillespie (Sonny Side Up), Benny Carter (Further definitions), Oscar Perterson (We get request), Bill Evans (Alone), Stan Getz (More Getz for lovers), Herbie Hancock (The new standard)

  (Universal)  

Por Helton Ribeiro

 

Não é um pacote, é uma arca do tesouro. A Universal continua garimpando o valioso acervo do selo Verve, e também do Prestige (no caso dos discos de Miles Davis), recuperando LPs históricos, quase sempre acrescidos de muitas faixas-bônus. Os títulos aqui presentes fazem parte de três séries: Classics, Originals e For Lovers.

O de Lester é o mais antigo, gravado em 1952. Seu sopro suave casa-se à perfeição com o toque leve de Oscar Peterson, cujo trio (com Barney Kessel bem discreto na guitarra e Ray Brown no contrabaixo) foi reforçado pela bateria de J.C. Heard. O pianista exibe sua maestria especialmente em Just you, just me, enquanto Pres (como Lester era chamado pela partner Billie Holiday) abusa do timbre aveludado, que influenciou gerações de tenoristas, em I’m confessin’. E repare em Star dust como parece que, a qualquer momento, Billie vai entrar cantando. Lester, aliás, canta em (It takes) Two to tango, simulando estar bêbado. No CD foi incluído um ensaio da música.

Os cinco anos de Miles no selo Prestige, entre 1951 e 56, figuram entre os mais ricos de sua extensa carreira. Foi nessa época que ele formou um dos maiores quintetos da história, com John Coltrane (sax), Red Garland (piano), Paul Chambers (baixo) e Philly Joe Jones (bateria). Dez das obras-primas gravadas pelo selo estão nessa coletânea, entre elas Walkin’, I’ll remember April, Airegin, When lights are low e A night in Tunisia. Além do quinteto, há feras como Sonny Rollins, Horace Silver, John Lewis, Max Roach, J.J. Johnson e Kenny Clarke.

Se sua namorada ou esposa gosta de jazz (ou se ainda não gosta) Plays for Lovers é um presentão para o Dia dos Namorados. Miles não foi apenas um revolucionário – também sabia tocar doces baladas de derreter o coração. E o melhor é que a maior parte dessa coletânea foi gravada com o lendário grupo citado acima, além de faixas com participações de Charles Mingus e Horace Silver. São clássicos como ‘Round midnight, My funny Valentine, There’s no greater love e It never entered my mind. É caso de amor à primeira audição.

O disco de Sarah é considerado um dos melhores de sua carreira. Foi gravado em 54, quando ela estava no auge. Basta verificar a versão alternativa de Lullaby of Birdland, onde explora seu alcance vocal de forma mais ousada que na versão definitiva (também incluída no CD). A cantora molda as sílabas a seu bel-prazer em September song, e passeia pela escala com tranquilidade e segurança em You´re not the kind. Embraceable you tem reminiscências do gospel que ela cantava na juventude, enquanto a entonação de April in Paris revela ainda leve influência de Billie Holiday. Na banda que a acompanha, destaca-se o grande trompetista Clifford Brown.

Count Basie, em gravação de 56, adequa-se aos novos tempos, com acenos ao bebop (Midgets) e à música cubana (Mambo Inn), mas sem perder o suingue jamais. A faixa-título, um de seus maiores sucessos, é o carro-chefe, com a famosa sequência de repetições do trecho final. Duke Ellington, rival do conde, é homenageado em What am I here for? E sete takes alternativos somam-se às dez faixas originais.

O disco de Gillespie, de 57, é um encontro de titãs com Sonny Rollins e Sonny Stitt. Os dois saxofonistas fazem um típico duelo em The eternal triangle, revezando-se em solos de tirar o fôlego (e o trompetista, às vezes, entrando na briga também). É fácil diferenciar os dois contendores: Stitt é o mais nervoso, discípulo direto de Charlie Parker; Rollins, o mais melodioso e rítmico. Em I know that you know os sopros atuam mais em conjunto, sublinhando o tema com arranjos harmônicos. Um interessante efeito nessa música são os breaks da seção rítmica ao longo do solo de Rollins. Dizzy ainda canta em On the sunny side of the street,

Benny Carter (Further definitions)

 

Bill Evans (Alone)

 

Count Basie (April in Paris)

 

Dizzy Gillespie (Sonny Side Up)

 

Lester Young (With the Oscar Peterson Trio)

 

Miles Davis (Prestige Profiles)

 

Sarah Vaughan (Sarah Vaughan)

 

Stan Getz (More Getz for lovers)

 

Herbie Hancock (The new standard)

 

Miles Davis (Plays for lovers)

 

Oscar Perterson (We get request)

 

 

 

 

 

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